Aquários Marinho
 
Aquários Plantados    
   







Artigos: Aquários Marinhos
Iniciando o Hobby

Se você tem a intenção de montar um aquário marinho e não tem experiência com peixes, o mais certo a se fazer é ler o máximo possível sobre aquário marinho,  e trate de entender cada um dos processos de, maturação do aquário, qualidade da água, tipos de filtração, mantimentos, etc.

Depois de ter pesquisado e lido bastante sobre o aquarismo marinho, então você poderá começar a montar o seu próprio aquário marinho, e começar a ter uma experiência muito, mas muito gratificante.

Você deverá ter em mente que o aquarismo marinho, ainda é um hobby relativamente caro e consome bastante de seu tempo quando ainda não se tem uma pequena experiência  Não estou dizendo isso para assustar não, mas sim para alertá-lo de que não devemos montar um aquário e deixá-lo de canto, achando que está tudo muito bem, e sim darmos um mínimo de atenção para ele para que sempre esteja em ótimas condições. Claro, se você dedicar o tempo necessário, não haverá nenhum problema com o seu aquário e durará por muito mais tempo. 

Um aquário marinho deve receber mais atenção do que um aquário doce, pois os seus parâmetros são mais rigorosos, por isso, o fator principal que devemos ter para o sucesso do mesmo, é a paciência, sem ela não há como progredir com o aquarismo marinho, tendo em vista que devemos observar o aquário desde o seu primeiro dia até que tudo esteja totalmente estabilizado. Esse tempo varia de aquário para aquário, normalmente de um a dois meses! Os peixes que habitarão o seu aquário vão melhorando suas cores e inclusive reconhecerão a pessoa que normalmente se encarrega de cuidá-los.

Fonte de dados: Apostila Aquamar

 
Água Marinha

1. "CONVERSÃO PARA ÁGUA SALGADA"

Uma das questões mais freqüentes dos aquaristas é como converter de água doce para água salgada. Que equipamento precisa de ser substituído, que equipamento precisa de ser comprado, etc.  

A maior parte do equipamento usado em água doce pode ser usado num sistema de água salgada, com algumas exceções. Você deve começar por substituir o areão por algum tipo de material calcário. Alguns exemplos  são o coral esmagado, dolomita ou aragonite (Veja preços na seção Produtos e Acessórios).

Estes tipos de substrato tendem a ajudar a capacidade de buffer da água e a produzir um ambiente mais estável. A seguir, você precisa verificar se o equipamento tem partes metálicas. A água salgada enferrujará tudo o que não for aço inoxidável da mais alta qualidade. Existem aços inoxidáveis no mercado que ganharão ferrugem quando expostos à água salgada.

O sistema de filtragem usado na água doce é normalmente adequado a água salgada. Porém, pode aproveitar a oportunidade para atualizar ou mudar os mecanismos de filtragem, hoje já existem vários sistemas mais adequados para o aquarismo marinho. Consulte nossa loja a respeito. Além disso, qualquer que seja o sistema de filtragem que você venha a usar, deve adicionar algum tipo de circulação de água ao aquário. A água salgada tem um conteúdo de oxigênio dissolvido mais baixo que a água doce, portanto é preciso manter a água em movimento. De fato, é preciso mais que mover a água, por isso é muito importante escolher a bomba de circulação correta para cada tamanho de aquário. É preciso romper a superfície da água para maximizar a transferência de oxigênio com a atmosfera.

A iluminação usada num sistema de água doce também pode funcionar num aquário de água salgada apenas de peixes. Porém, se você quiser manter invertebrados então irá precisar de atualizar o sistema.  

Uma coisa que precisa de ser substituída é a comida. Os peixes de água salgada precisam de dietas variadas. Você precisa fornecer aos peixes uma combinação de comida fresca, congelada e viva. Os flocos, embora adequados, não devem ser a maior porção da dieta dos peixes. Na Aquaricamp você vai encontrar variados tipos de rações, além de alimento congelado e vivo.  

Finalmente, você está pronto para mudar para água salgada, deve mesmo substituir toda a água no seu sistema. É melhor começar com água livre de nitratos para minimizar os problemas com as algas. Muita gente pensa que adicionar sal a um aquário de água doce irá originar um aquário de água salgada em ciclo. A experiência mostra que não é verdade. As bactérias nitrificantes de água salgada são diferentes das bactérias nitrificantes de água doce, portanto têm ser cultivadas do zero. Como nota, as bactérias nitrificantes parecem ser sensíveis ao pH e à temperatura.  

Portanto transportar algum areão de um aquário de água salgada tropical ( 24C) para um aquário de água salgada temperada ( 21C) irá afetar as bactérias o suficiente para anular qualquer vantagem em usar o areão (como reduzir o tempo de ciclo).

2. "TROCA PARCIAL DA ÁGUA (T.P.A.)"

Diversos aquaristas poderão perguntar: por que falaremos primeiramente sobre um assunto aparentemente simples?   

Pois bem, acreditando que os leitores deste artigo já tenham aquários marinhos montados, na sua grande maioria ainda são aquários com filtros biológicos de fundo; e sabendo que estes modelos apresentam algumas dificuldades adicionais, resolvemos indicar, imaginando beneficiá-los primeiramente e por estar convicto nas minhas experiências que a troca parcial de água ainda é a primeira Regra de Ouro no Aquarismo Marinho "Brasileiro".  

Na Europa e Estados Unidos, as pesquisas referente a "não" troca parcial de água está caminhando a passos largos. A técnica , é bastante interessante, exigindo um conhecimento bastante específico no que diz respeito aos habitantes na areia viva.  

Na água do mar, podemos encontrar dissolvidos praticamente todos os elementos químicos naturais (aproximadamente 50 elementos) tais como: cálcio, magnésio, potássio, sódio, fósforo, iodo, flúor, enxofre, cromo, cobalto, estrôncio, cloro, alumínio, e muitos outros.  

Estes elementos, de uma maneira geral são encontrados em grande quantidade na água do mar. Mas, existem outros elementos que estão disponíveis em quantidades ínfimas, por isso recebem o nome de elementos traços tais como: Selênio, Lítio, Bário, Zinco, Manganês, Molibdênio, Vanádio, Mercúrio, etc, e até mesmo o Ouro faz parte desta composição maravilhosa que é a água do mar.  

Todos estes elementos desempenham uma função biológica específica e de grande importância na química metabólica dos organismos viventes. São substâncias absolutamente fundamentais para a existência da vida.

Sabendo que estes elementos são consumidos, faz-se necessário a sua reposição.  

A Troca Parcial de Água é uma excelente opção neste caso. Pois além de repor elementos novos, diminui os níveis de nitratos, fosfatos, fenóis e todo o tipo de toxina que se acumula no aquário e muitas vezes, não conseguimos identificar.  

Não importando se o seu aquário está montado com filtro biológico de fundo, dry-wet, 6º- vidro, rochas vivas ou corais vivos ; a T.P.A na filosofia da Aquaricamp é inevitável e benéfica pois percebemos os peixes mais ativos, alimentam-se mais e melhor, corais florescem,  e a água ganha um brilho adicional após dois ou três dias da troca. Vale a pena!

A Aquaricamp fornece também aos aquaristas a água natural (Salgada) e água deionizada (Doce) para reposição.

3. "USAR ÁGUA SINTÉTICA OU NATURAL?"

A Água sintética, requer um certo conhecimento no preparo, pois muitos aquaristas utilizam água doce direto da rede pública (torneira) juntamente com o sal e pronto!  

Ideal seria adquirir a água deionizada ou então um aparelho deionizador chamado "TAP WALTER PURIFER’ ou então outro chamado "REVERSE OSMOSE", pois assim você estará usando uma água totalmente pura, isenta de silicatos, nitratos, fosfatos, metais pesados, que são substâncias danosas a longo prazo para peixes e invertebrados, principalmente corais vivos. Além disso, algas indesejáveis poderão aparecer pelo uso de uma água inadequada. (início dos problemas com algas, principalmente algas marrons)

4. "OS CUIDADOS NA T.P.A. SINTÉTICA."

- Adquirir sais de boa qualidade (Veja algumas opções em nossa loja virtual)
- Usar água deionizada ou água de reverse osmose.
- Misturar água +sal nas devidas proporções utilizando recipientes atóxicos.
- Oxigená-la por oito horas.
- Ajustar salinidade e temperatura (o mais próximo do seu aquário).

Diversos aquaristas reportam grandes catástrofes em seus aquários dizendo que após alguns dias da T.P.A. seus peixes começam a se roçar nos corais, rochas, cascalhos e por fim pontos brancos ( íctio ou odimium provavelmente ) apareceram no corpo do peixe, principalmente nas nadadeiras surgiram e quando se deu conta, os peixes começaram a se esconder, estavam ofegantes, não se alimentavam e quando com muita sorte sobrava apenas aquela Donzelinha briguenta para contar a estória.  

Por essas e outras, muitos aquaristas desistiram do Hobby, por achar que não havia jeito mesmo e sempre se tornava caro repor as perdas.

Na verdade a T.P.A ., provavelmente tenha sido a causa dessas desilusões, mas com muita segurança e prática a Aquaricamp afirmar que alguns cuidados básicos, tenham passado desapercebidos ou mesmo por falta de informações adequadas.

5. "OS CUIDADOS NA T.P.A . NATURAL."

- Adquirir água de boa procedência.
- Deixá-la em repouso (recipiente atóxico) por no mínimo 30 dias e no máximo   indeterminado em local escuro.
- Oxigená-la por aproximadamente oito horas.
- Ajustar salinidade e temperatura o mais próximo do seu aquário

6. "SIFONAGEM PARA AQUÁRIOS COM FILTRO BIOLÓGICO DE FUNDO."

Para aquários que utilizam cascalhos ou conchas sobre placas biológicas, nossa recomendação é utilizar um sifão que você pode encontrar em nossa loja, afim de remover resíduos que se fixam entre o cascalho, pois estes interferem no bom funcionamento do filtro ( caso não conheça este sifão, peça informações através de nosso e-mail ).

Comece sifonando próximo das torres do filtro biológico( local onde se acumula mais sujeira, característico caldo cinza/amarelado ) e continue sifonando quadro a quadro, tentando completar toda a área do fundo de seu aquário mas certifique-se de não retirar mais que 20% do volume total de água. Caso você não consiga efetuar toda a limpeza pois já atingiu os 20%; pare, coloque a decoração novamente no local desejado, nivele o cascalho para não ficar buracos e coloque a água nova já preparada previamente e após 30 dias você poderá efetuar nova limpeza.

7. DICAS:

Para quem tem aquários que a muito tempo não faz T.P.A . ( ex: 1 ano) convém fazer trocas menores de 10% a cada 15 dias por um período de 3 meses. Aí sim poderá trocar os 20% recomendado mensalmente (Porcentagem relativa para cada tipo e tamanho de aquário).

Cascalhos de fundo com espessuras altas se torna desnecessário pois é sabido que bactérias benéficas (aeróbicas) não se fixam em camadas superiores a 5cm.

8. "MAS ENTÃO, POSSO "MEXER" NO FILTRO BIOLÓGICO?"

Até pouco tempo se dizia que nunca se deve mexer no filtro biológico pois estaria "matando a biologia"; Engana-se.

Pode e deve sifonar sim, pois com menos sujeira a água fluirá mais facilmente entre o cascalho levando consigo, a fonte vital para a vida das bactérias benéficas - O OXIGÊNIO - fazendo com que elas se multipliquem rapidamente ocorrendo um tratamento biológico satisfatório para que a água ganhe um brilho especial, tornando- a cristalina e muito segura para os seres que nela habitam.

9. "AQUÁRIOS DE CORAIS. ‘ALGO MAIS A FAZER’."

Sabendo que todos animais marinhos extraem da água do mar elementos ( citados anteriormente) importantes para si. Não podemos deixar de comentar que estes elementos são também perdidos por diferentes formas de filtragens, tais como; fracionadores de proteínas (SKIMMERS), carvão ativado e também pelas algas.

Aquários superpovoados de peixes, invertebrados, incluindo corais, o consumo desses elementos se torna extremamente elevado; faz-se então necessário além da T.P.A . uma reposição de elementos e elementos traços adicional .

Existem no mercado, vários produtos para essa finalidade e consulte nossos produtos. Embora não tenhamos equipamentos para monitorar a maioria dos elementos, a observação minuciosa no desenvolvimento dos corais passa a ser o melhor indicativo.

A dosagem usada de cada produto, poderá ser indicada por um de nossos  funcionários.

Produtos cuja composição contém o elemento "FERRO" , poderá causar o crescimento de algas indesejáveis , mas esse mesmo elemento é importantíssimo para as algas unicelulares ( zooxantelas) que vivem em simbiose nos tecidos dos invertebrados incluindo corais, anemonas, zoantídeos. Algas zooxantelas necessitam de luz em quantidade e qualidade mais os elementos e elementos traços incluindo basicamente " FERRO " para a produção de açucares através da fotossíntese; forma fundamental de alimentação dos corais fotossintéticos. Algas zoanxantelas são fáceis de serem observadas quando os invertebrados que as contem ficam expostos somente com luz actinic. Estes invertebrados ganham cor geralmente verde/azul fluorescente.

SEJA OBSERVADOR E CUIDADOSO na utilização desses produtos.

Lembre-se sempre do ditado:

"A NATUREZA ANTES DE SER COMANDADA, PRECISA SER COMPREENDIDA".

10. NOTAS GERAIS:

Manter um aquário de quarentena é especialmente importante para aquários de água salgada. Pode ser muito difícil tratar um peixe doente quando este continua a ser incomodado pelos peixes saudáveis. Além disso, alguns medicamentos, nomeadamente o cobre, irão matar os invertebrados. Você NUNCA deve colocar cobre no aquário principal.

Contrariamente à crença popular, você nunca conseguirá retirar todo o cobre do aquário. Além disso, ao usar cobre num aquário que contem rocha viva irá matar as formas de vida que povoam a rocha, dado que na sua maior parte são invertebrados.

A fonte de água para aquários de água salgada é muito importante. Embora a companhia possa dizer que a água da torneira é adequada para consumo humano, pode não ser adequada para os peixes. A água canalizada tipicamente contem compostos de cloro que matarão os peixes.    Embora estes compostos tenham um efeito imediato nos peixes, existem outros contaminantes na água canalizada que precisam de tempo para afetar o aquário. Em particular, os fosfatos causarão crescimentos massivos de algas-cabelo e potencialmente explosões de cianobactérias. Sem uma boa qualidade de água na fonte o aquário não será a alegria contínua que você esperaria.

Antes de começar o seu aquário de água salgada faça uma visita a Aquaricamp. Temos pessoal conhecedor que exibirão uma preocupação geral com o tratamento dos animais.

Fonte de dados: Apostila Aquamar

 
Decorando seu Aquário

Antes de começar com a decoração do nosso aquário marinho, devemos ter em mente um aspecto muito fundamental, o peso total do aquário. Este é um dado importante, pois o aquário não terá o peso somente da capacidade da água, e sim deveremos adicionar o peso do substrato (halimeda), rochas e os demais elementos que farão parte da decoração do mesmo.

Por isso é conveniente averiguar a resistência do solo em nossa casa, claro, se for um aquário pequeno, não há a necessidade de se fazer isso, mas se for um aquário de maior porte, sim.

Vale lembrar também, que nem todos os móveis podem suportar os pesos de um aquário marinho instalado. Se recomenda que o móvel tenha um suporte metálico, pois caso seja de madeira, terá de ter reforços centrais para evitar que o móvel não deforme ou até quebre, causando um estrago muito grande!

"ROCHAS VIVAS"

Para a decoração interna do aquário, a princípio, colocaremos algumas rochas vivas, que servirão de base e suporte para nossos futuros animais e também terão o papel de fazer a filtração biológica no nosso aquário. Lembrando que é recomendável colocar no máximo, um total de 20% de rochas em relação a capacidade do seu aquário. 

         

"DECORAÇÃO ARTIFICIAL"

Existe uma infinidade dessa decoração tanto em formas como em tamanhos. Dependerá do seu gosto eleger qual colocar no aquário, mas tome cuidado, pois alguns são pintados ou colados com materiais que poderão ser tóxicos(resinas, pinturas, etc.). Eu aconselho a não colocar esses objetos no aquário, e sim colocar decoração viva (corais vivos).

Veja algumas imitações artificiais de corais!

    

Fonte de dados: Apostila Aquamar

 
Testes

Quando se fala em testes, temos duas reações bem diferentes nos mais diversos tipos de aquaristas. Em alguns se pode ver brilhar os olhos de tanto que gostam de interagir com o microcosmo que tem em casa. Em outros, no entanto, é quase uma ofensa dizer que testes são importantes e necessários, pois simplesmente odeiam e não tem paciência para fazê-los.

Na verdade, eu diria que os testes são importantes sim, e por que não dizer importantíssimos para o bem estar das criaturas que habitam nossos tanques. Mas não há a necessidade de testes e mais testes toda hora, correções e mais testes...

Sou da opinião que aquário bom é aquele que praticamente não colocamos as mãos. Veja, eu disse praticamente. Devemos em certas ocasiões efetuar testes e correções, principalmente nos primeiros meses da montagem, mas estas correções devem ocorrer de forma lenta e gradativa e em alguns casos podem levar meses para conseguirmos atingir níveis ideais.

A seguir, falaremos a respeito dos fatores mais importantes e que mais influenciam em nossos aquários e os níveis ideais destes elementos.

Nitrito

É um elemento muito conhecido, principalmente dos aquaristas mais antigos, e que determinava a hora certa de começarmos a colocar nosso peixes. Trata-se de um elemento bastante tóxico para peixes, nem tanto para invertebrados. Os níveis de nitrito em aquários deve ser zero. Em aquários bem montados, ou seja, com todos os equipamentos necessários, não é mais problema, pois em ambientes bem oxigenados além de haver uma tendência de rápida queda deste elemento, os peixes conseguem sobreviver bem, mesmo em concentrações consideradas altas. Obs. Se aparecer nitrito em aquários antigos, ou seja, já estabilizados, sinto muito mas você tem problemas na montagem de seu tanque, ou seja, possui equipamentos insuficientes ou de baixa qualidade, ou então houve algum desequilíbrio provocado por excesso de alimento, excesso de peixes, ou morte de algum animal.

Se seu aquário for OK, nunca mais você terá este elemento presente em seu tanque em concentrações significativas, o que significa que seria bom, mas praticamente inútil fazer um teste de nitrito periodicamente.

Se seu aquário for novo, você tem todos os equipamentos necessários como quantidade suficiente de bombas, bom sistema de filtragem, etc, e já houver alguns peixinhos no tanque, mantenha a calma e aguarde. Efetue uma troca parcial cautelosamente, mas verifique (caso seu tanque seja de filtro biológico ou dry-wet) se o refil do filtro é novo e está limpo e se não há restos de alimento ou excesso de sujeira no tanque. Coloque excedente de carvão ativado na caixa repositora ou no filtro externo e se for possível, aumente a circulação do tanque e por alguns minutos, coloque uma mangueirinha em uma das suas bombas submersa para fazer com que solte ar para ajudar na oxigenação, mas lembre-se: Uns 30 minutos no máximo. Aguarde que em algumas horas tudo ficará bem.

Se preferir prevenir problemas mais sérios, use um produto chamado Tetra Bactozym que ajuda a reduzir o nitrito e preserva a vida de seus peixes.

Amônia

Elemento altamente tóxico a peixes e invertebrados, aparece em grandes concentrações normalmente em aquários com sérios problemas de equilíbrio ou em tanques com excesso de poluição - que em geral é causado por excesso de alimentos ou peixes - ou com problemas de equipamentos insuficientes ou de baixa qualidade. Em aquários novos também costuma incomodar um pouco, mas assim como o nitrito, só causa estragos se os equipamentos não estiverem em ordem.

Em tanques antigos e bem equilibrados, raramente aparece, mas se aparecer, verifique seu skimmer, quantidade, qualidade e validade de seu carvão ativado, quantidade e qualidade do alimento administrado, quantidade e tamanho de peixes proporcionalmente ao tamanho de seu aquário, quantidade e potência de suas bombas e periodicidade das manutenções obrigatórias. Os níveis de amônia devem sempre ser zero ou muito próximos a isso.     

1. Nitrato

Muita gente confunde nitrato (NO3) com nitrito (NO2). O nitrato, diferentemente do nitrito é acumulativo, praticamente inofensivo aos peixes em concentrações consideradas altas, mas extremamente prejudicial a corais e invertebrados. É considerado um dos principais responsáveis pelo aparecimento de algas verdes em nossos tanques. Seu controle deve ser preventivo, pois quando aparece em concentrações maiores, torna-se bem difícil baixá-lo.

Existem no mercado resinas removedoras deste elemento mas só funcionam em concentrações abaixo de 20 mg/l. Caso os níveis deste elemento sejam superiores a isto, efetue trocas parciais com mais freqüência e em maior quantidade, mas veja: Não adianta nada tentar resolver o problema se não atingirmos o que o causa! Se o nitrato de seu aquário for crescente e de difícil controle, verifique se não está alimentando demais ou se não possui peixes demais. Verifique a potência do seu skimmer, qualidade do sal e do carvão ativado que usa e certifique-se que está usando água deionisada e de estar fazendo trocas parciais de maneira correta e no tempo certo. Em aquários de filtro biológicos e dry-wets torna-se praticamente impossível controlar este elemento, mas devemos fazer o máximo possível.

Para controlar este elemento usamos sempre o Sistema Jaubert, que consiste em placas pretas furadas com uma camada de cerca de 10 cm de cascalho de halimeda por cima. Veja mais detalhes sobre o sistema no livro "O Aquário Marinho & as Rochas Vivas".

As concentrações deste elemento devem ser muito próximas a zero, mas são toleráveis, mas não recomendáveis níveis até no máximo 6mg/l. Este teste é indispensável, principalmente para quem possui aquários de rochas vivas.   

2. PH

É muito difícil medir estes valores com testes líquidos já que variam durante todo o dia e devido a difícil visualização dos valores corretos pois o contraste de cores é muito pequeno. Existem no mercado o que chamamos de peagâmetros, que são medidores precisos e eletrônicos de pH que possuem preços elevados, mas são de bastante utilidade.

O ideal para obtermos um resultado interessante, é fazermos 3 testes de pH durante o período de um dia, se não usarmos um peagâmetro digital. Isto porque pela manhã o pH é sempre mais baixo, à noite o pH é sempre mais alto e durante o dia o pH está em transição. Com os 3 valores podemos dizer se tudo corre normalmente no aquário.

Os valores ideais de pH giram em torno de 8.3 a 8.5. Pela manhã os valores podem chegar a 8.10 e à noite, 8.6.

O pH está diretamente relacionado com a reserva alcalina que veremos a seguir. Caso haja necessidade de elevar o pH de seu tanque, recomendo elevar antes a reserva alcalina e esperar algumas semanas até que o pH aumente sozinho. Em caso de pH adulterado, verifique fatores como circulação de água, tipo de cascalho usado, uso ou não de tamponadores, níveis de reserva alcalina (KH), uso ou não de reator de cálcio, etc...

Problemas de pH são muito freqüentes para quem não usa tamponadores (veja a seguir), principalmente em aquários de filtros biológicos de fundo e dry-wets.   

3. KH

Carbonate Hardness, ou reserva alcalina, representam a quantidade (dureza) de bicarbonatos que nossa água apresenta, o que traduzindo para o "entendes", significa a quantidade de elementos que temos na água que não deixarão o pH cair. Os níveis ideais de KH são de 7 a 8 dKh ( 2.8 a 3.2meq/l). É o teste mais fácil de ser feito.
   Para manter estes níveis na faixa ideal, devemos adicionar regularmente tamponadores, que são produtos que contém os sais de bicarbonatos. Cada marca de tamponador apresenta-se de uma maneira com diferentes dosagens e maneiras de administrar. Particularmente uso e recomendo o uso de BioCalcium, que além de sais tamponadores, contém também cálcio em sua formulação.   

4. Fosfato

Inofensivo aos peixes, este elemento é considerado o prato predileto das algas filamentosas que tanto prejudicam nossos aquários, e por isso deve ser mantido a níveis baixos. Para isto usamos skimmers, trocas parciais (usando água e sal sintético de boa qualidade ou água natural de boa procedência), tomamos sempre o cuidado de lavar bem as mãos antes de colocá-las na água, usar carvão ativado e produtos para aquário sempre sem este elementos (indicado no rótulo com os dizeres nitrate and phosphate free), cuidamos para oferecer sempre alimento de qualidade e na quantidade certa, e incentivamos o desenvolvimento de algas calcárias, conseguidos através da manutenção constante de uma reserva alcalina alta e equilibrada e adição regular de cálcio. Os níveis deste elemento devem ser zero ou muito próximo a isso.   

5. Cálcio

Elemento muito importante para aquários de rochas vivas, pois dele dependem para o perfeito crescimento e formação os corais, invertebrados e principalmente as algas calcárias (pink) que são responsáveis pelo crescimento e não erosão das rochas. Deve ser mantido entre 400 e 420ppm, o que não é tarefa muito fácil...

Os níveis de cálcio diminuem quando adicionamos muito tamponador na água. Isso ocorre porque alguns sais tamponadores reagem com o cálcio, gerando uma precipitação deste elemento. Por isso, é importante que o aquarista seja comedido e consciente de que mudanças devem ocorrer lentamente. Se o teste for feito e os resultados não forem satisfatórios, nada de precipitações. Por exemplo. O nível de cálcio do aquário está em 200mg/l. Sem pânico! Aumenta-se a dosagem de adição de cálcio em 10%.

Após uma semana, novo teste, e se ainda estiver baixo, mais um aumento em 10% na quantidade de cálcio, e assim por diante. Não faça gangorras de elementos químicos, ou seja, a reserva está alta o cálcio baixo, e você joga uma quantidade grande de cálcio para compensar. Daí a reserva cai e o cálcio sobe, e então você joga uma quantidade grande de tamponador, e assim por diante. Se você fizer isso, poderá causar um desequilíbrio iônico no aquário e as conseqüências serão terríveis.

Se níveis muito baixos de reserva alcalina ou cálcio aparecerem, efetue duas trocas parciais de água seguidas com intervalo de uma semana e uma quantidade equivalente a 25% do volume total de água do aquário. Isso ajudará a re-equilibrar tudo.   

 6.Densidade  

Na verdade, o que queremos saber mesmo é a salinidade e não a densidade, mas como os "salinômetros" são muitíssimo caros, e por isso inviáveis, medimos mesmo a densidade. Devemos manter em 1020 aquários para peixes e cerca de 1023 a 1024 para aquários de rochas vivas com corais e invertebrados. Aqueles densímetros plásticos importados são a melhor opção, embora pouco precisos. O ideal seria levá-los a um laboratório químico para aferição e calibragem periodicamente para uma maior exatidão nos dados. Lembre-se : Melhor um tanque com salinidade errada que correções e variações bruscas.

A densidade está alta, troque um pouco da água de seu aquário e complete com água doce. Nunca mais que 1% por vez para evitar variações bruscas. Se a densidade está baixa, acrescente um pouquinho de sal por dia, até atingir os níveis desejados ou em vez de completar a água que evapora com água doce, passe a completar com água salgada até atingir o objetivo.
Lembre-se: Quedas de densidade não são tão prejudiciais, mas um aumento brusco nestes níveis poderá dizimar a população de um aquário em questão de horas.     

7. Temperatura

Deve girar em torno de 24 a 26 graus. Claro que com o clima de nosso país isto é praticamente impossível sem a ajuda de um refrigerador. Tudo bem, não dá para bancar um destes, ao menos se preocupe em manter seu tanque em local o mais fresco possível e bastante arejado. Lembre-se dos microventiladores que, se instalados na tampa, soprando ar na direção da água ajudarão a esfriar bem o aquário, mas se possível, compre um termostato para ventiladores, disponível nas lojas do ramo e praticamente indispensável para quem usa este recurso de refrigeração.

Corais e invertebrados mais sensíveis suportam temperaturas máximas de 28 graus (limite muito perigoso), e peixes seguram a bronca até uns 31 graus, mas não se sentem muito bem, pois quanto mais alta a temperatura da água, menor será a quantidade de oxigênio dissolvido. Para medir a temperatura, o melhor jeito é usar um termômetro eletrônico, devido à sua precisão , apesar do seu custo ser bastante alto. Os termômetros flutuantes são a segunda melhor opção. Cuidado com aqueles do tipo adesivo, pois captam temperaturas externas e não somente da água e passam informações incorretas.

Para se ter uma idéia, 90% das pessoas que têm problemas de íctio em seus aquários nem sabem, mas têm problemas de variação diária de temperatura. Existem aquários que são projetados de maneira incorreta e fazem a temperatura variar cerca de 2 graus durante o período de 24 horas. Isto já é suficiente para causar problemas de saúde aos peixes. Em alguns casos, só mesmo o chiller resolverá o problema.   

8. Potencial Redox – ORP

Pouco conhecido dos aquaristas, potencial redox significa a grosso modo, o potencial de redução de nossos aquários, ou seja, a capacidade que as bactérias benéficas tem de transformar (reduzir) os elementos. Um tanque com alto potencial redox é sempre cristalino, apresenta pouquíssimas ou nenhuma alga, estabilidade impressionante e melhor qualidade de vida dos habitantes. Só pode ser medido por um aparelho eletrônico, mas pode ser notado visualmente se apresentar às características já citadas. Influem diretamente o potencial redox: Higiene, qualidade do sal e da água, qualidade do carvão ativado, quantidade e potência das bombas, quantidade e qualidade dos alimentos, quantidade e tamanho dos peixes, potência do skimmer, etc...
   De 340 a 360 milivolts, consideramos bom. De 361 a 390, ótimo e de 391 para cima, muito alto e até perigoso (caso de pessoas que usam ozônio em seus skimmers). Para termos um potencial redox sempre alto, devemos garantir o bom funcionamento dos fatores citados.
   É claro que os elementos e fatores aqui mencionados foram descritos de maneira muito superficial, pois se trata apenas de uma matéria - referência. Informe-se melhor sobre cada elemento para ter a certeza de estar fazendo a coisa certa. Maior detalhamento pode ser encontrado no livro "O Aquário Marinho & as Rochas Vivas".
Como vimos, os testes são importantíssimos e em minha opinião devem ser feitos ao menos uma vez por mês, mas em casos especiais, devemos fazê-los sempre que necessário, como quando necessitamos corrigir um fator.   

Lembre-se: Tudo isto não serve apenas para aquários de rochas vivas, mas para todo tipo de aquário marinho com qualquer sistema. Um controle rigoroso dos principais fatores só lhe trará benefícios, aliás, benefícios aos seus peixes que não pediram para ser comprados e nem capturados.

 Fonte de dados: Apostila Aquamar

 
"DOENÇAS"

É muito chato quando vamos admirar nosso tanque e nos deparamos com peixes se raspando nas rochas, manchas brancas nas barbatanas, pintas brancas por todo o corpo ou até feridas. O quê fazer nesta hora? Que remédio usar?

O principal nestes casos é identificar se a infestação é causada por bactérias. fungos, vírus ou parasitas, que são as doenças mais comuns em aquários, ou se o problema de seu peixe foi causado por choques de densidade, ph, térmicos, ou problemas com stress devido a longas viagens, problemas no manuseio ou principalmente pela má qualidade da água de eu tanque.

1. "BACTÉRIAS"

São milhares de espécies de seres microscópicos unicelulares que habitam qualquer tipo de ambiente. Possuem extrema facilidade de reprodução e são capazes de se produzirem bilhões de espécimes em poucas horas em condições favoráveis. Algumas espécies de bactérias podem invadir nossos tanques e causar sérios problemas aos nossos peixes, mas nem todas as bactérias são más! Dependemos muito de algumas espécies de bactérias para mantermos vivos nossos peixes e invertebrados, e devemos proporcionar condições favoráveis a estas para que se reproduzam em quantidade suficiente e realizem suas funções.

Podemos identificar as bactérias "más", normalmente através de manchas ou feridas brancas ou vermelhas pelo corpo dos peixes, ou ainda quando estes apresentam, falta de apetite, problemas digestivos (barriga murcha).

São mais comuns nos Butterflys, mas podem atacar qualquer tipos de peixe. Pode com ocorrer uma infestação por bactérias em determinado peixe durante ou logo após este ter sido infestado por parasitas.

A CURA

O tratamento deve ser feito com os antibióticos encontrados no mercado, seguindo rigorosamente a instrução contida na bula.

ATENÇÃO: Nunca, eu repito, NUNCA aplique qualquer tipo de medicamento em seu aquário de rochas vivas, sob o risco de perder absolutmente tudo que se encontra lá dentro. Qualquer tratamento deve ser feito em aquários-hospital ou quarentenas. Existem no mercado alguns alimentos que contém antibióticos em sua formulação e que podem ser de grande utilidade para aquaristas de rochas vivas, pois podem ser usadas em seus tanques. NUNCA utilize antibiótico para prevenir doenças, seria o mesmo que você tomar um antibiótico para prevenir um resfriado.

2. "PARASITAS"

São seres que se aproveitam de outro ser para sobreviver, sem trazer qualquer benefício em troca, mas nem sempre o prejudicam. Um exemplo disso é um peixe chamado Rêmora que fica "grudado" em seres maiores como tubarões, golfinhos, entre outros, alimentando-se de seus restos, sem prejudicar seu hospedeiro.

Vários seres podem assumir características de parasitas, tais como plantas, pequenos animais, pessoas, etc...

Não é interessante a estes parasitas eliminar sua fonte de sobrevivência, mas em alguns casos, devido a algum fenômeno ou fator, pode acontecer a morte do animal que está sendo usado. às vezes isso acorre simplesmente para completar o ciclo de vida do parasita.

Nos aquários marinhos podemos denominar como parasitas mais comuns:

1. Amyloodinium Ocellateum, chamado normalmente de Marine Velvet ou simplesmente oodinium. Atacam o peixe deixando-o com aspecto "empoeirado" e opaco, e nos casos mais avançados, gosmento. tira o apetite, provoca "coceiras", fazendo com que os animais se raspem nas pedras, e pode matar o peixe em alguns dias geralmente por sufocamento, já que infestam suas guelras. É altamente contagioso.

2. Cryptocaryon Irritans, ou simplesmente Íctio. Invadem o peixe pelas escamas e guelras e vivem em sua pele. O peixe forma pequenas pintas brancas em volta deste protozoário, o que torna facilmente identificável. O protozoário adulto sai do peixe para o fundo do tanque e forma uma cápsula protetora. Se multiplicam ali e saem em busca de novos hóspedes. Por isso, é altamente contagioso, mas se esta busca levar mais de 24 horas, estes parasitas morrem.

3. Black Spot Disease, ou doença das pintas pretas, mais facilmente identificável em peixes amarelos como yellow tangs por exemplo, apresenta basicamente as mesmas características do íctio e são altamente contagiosas. Estes parasitas geralmente se manifestam quando há um desequilíbrio no tanque, em geral quedas bruscas de temperatura, onde a resistÊncia dos peixes cai deixando-os suscetíveis a estes problemas. Também pode ocorrer infestação devido a adição de um peixe já contaminado no tanque, falta de higiene do aquário, entre outros fatores.

A CURA

Infestações por parasitas em aquários marinhos são comuns e podem trazer muitas dores de cabeça para os aquaristas se não forem tomadas medidas rápidas.

Existem muitas técnicas para resolver estes problema e algumas que podem ser muito úteis aos aquaristas de rochas vivas, os quais nunca devem adicionar medicamentos em seus tanques.

OPÇÃO 1

BAIXAR A DENSIDADE

Uma técnica que vem sendo usada e tem dado bons resultados, consiste em baixar a densidade  de seu aquário de 1.023 para 1.017 com a adição de água doce. Isso ao longo de algumas horas até chegar nos 1.017. Se usada água de boa procedência e a sua adição for feita de forma lenta, não causará danos aos peixes, nem aos corais e invertebrados. A densidade deve ser mantida em 1.017 até que os peixes se curem por completo. após esse período, deve haver um aumento gradativo da salinidade. Lembre-se que a água deionizada costuma apresentar um ph um pouco ácido, se necessário, deve ser feita a correção antes de adicioná-la ao tanque!

É claro que essa prática não é totalmente saudável, mas quando você fica doente, toma antibióticos e remédios que também não são muito saudáveis. 

Por isso, utilize esta prática apenas quando uma infestação forte. Apesar de que alterações bruscas podem causar problemas, essa é uma opção recomendada somente apenas para casos de forte infestação. não é recomendado que ocorram alterações como esta, mas em casos de emergência, podemos recorrer e este recurso correndo riscos calculados.

Além disso, um bom "banho" pode fazer milagres.

DAR BANHOS NOS PEIXES

Banhos de água doce podem ser muito úteis para o caso de infestação de parasitas. As parasitas morrem em contato com a água doce devido ao choque de densidade (osmótico).

Para dar um banho seguro em seu peixe, siga as instruções:

   1- Pegue em um saquinho (transparente) com água doce, de preferência deionizada ou destilada, mas caso não consiga esta água, use água da torneira mesmo, mas use desclorificante para retirar o cloro da água.

   2- Coloque um décimo (a pontinha) de uma colher de café de hidróxido de cálcio na água. Isto serve para elevar o Ph, mas não coloque em hipótese alguma mais que 1 décimo de colher de café, caso contrário o Ph pode subir demais e matar o seu peixe.

   3- Em seguida agite o saquinho freneticamente, por 1 ou 2 minutos, para misturar bem o desclorificante e o hidróxido e, principalmente, oxigenar o máximo possível esta água!

   4- Coloque o saquinho no aquário sem permitir que vaze ou entre água e deixe-o por pelo menos 15 minutos para que desta forma a temperatura da água do aquário e a do saquinho se igualem.

   5- Capture o peixe com uma rede, delicadamente, para não danificar a mucosa de sua pele e piorar ainda mais a situação.

   6- Coloque-o na água doce, no máximo 3 minutos.

Normalmente o peixe, em contato com a água doce, sente-se mal e começa a se debater, passando a impressão que está morrendo. Isto é normal, mas se peixe estiver muito debilitado, magro e muito infestado, opte por outro tipo de tratamento. Durante o banho, a partir de 30 segundos, algumas parasitas desprendem-se da pele do peixe e é possível observá-las, mas a maior parte das "pintinhas" sumirão após algumas horas.

Vantagens do Banho de ÁGUA DOCE.

Cura Rápida.

Facilidade de realização a custo zero.

Resultados Surpreendentes.

Pode ser feito com qualquer tipo e peixe.

Não interfere no equilíbrio do aquário.

Auxilia no tratamento em quarentenas, podendo ser usado para auxiliar o tratamento com medicamentos.

 

Desvantagens do Banho de ÁGUA DOCE.

Em tanques de rochas vivas é praticamente impossível capturar o peixe para dar o banho

Causa stress e pode complicar mais a situação de peixes debilitados.

Se usada de forma indevida, pode comprometer a saúde dos peixes tratados.

PRECAUÇÕES:

Peixes muito pequenos, mandarins e cavalos marinhos não devem ser submetidos aos banhos.

O mesmo serve para peixes muito magros e debilitados.

Cuidado com a temperatura e o Ph da água doce.

Nunca dê banho em um peixe que vai entrar em um aquário já habitado. isso o deixaria e mais desorientado que o normal, o que favoreceria as agressões de "boas vindas" dos peixes já habituados ao tanque.

O tempo de duração do banho deve ser determinado por você. Observe tamanho, condições de saúde, espécie, intensidade da infestação, etc. O mínimo são 30 segundo, mas nunca ultrapasse 3 minutos.   Lembre-se: quanto mais tempo, mais STRESS.

3. "OUTRAS DOENÇAS"

1. Limphocystis, é o nome de um vírus que pode atacar peixes marinhos em nossos aquários e são comuns por corroerem, principalmente, as extremidades das caudas e barbatanas. Pode ser chamada de "doença da couve-flor" devido a sua aparência. Seu tratamento é difícil e demorado, mas não é tão contagioso. De qualquer forma, deve-se separá-lo dos demais peixes e iniciar o tratamento em uma quarentena.  O que realmente funciona nestes casos é uma melhora considerável na qualidade da água visando aumentar a resistência do peixe, pois este será o principal responsável por sua própria cura, através da produção de anti-corpus. Alimentação abundante e variada, higiene perfeita são recomendados nestes casos.

4. "CUIDADO COM A OVERDOSE"

Comumente nos deparamos com problemas de overdose de medicamentos, que são mais mortais e prejudiciais do que algumas próprias doenças, principalmente se o peixe estiver debilitado. Portanto, se no rótulo do produto estiver indicado X gotas ou X ml, é porque testes e mais testes já foram realizados e chegou-se a conclusão que a dosagem para combater a doença sem comprometer a saúde do peixe ´X e não X + 10.

   Outro detalhe: Se você utilizar um determinado medicamento onde há recomendação para que a aplicação seja feita durante 7 ou 10 dias, aplique-o por 7 ou 10 dias mesmo que os sintomas da doença tenham desaparecido entes disso, pois caso contrário, a doença pode voltar e desta vez o medicamento poderá não fazer efeito.   

Fonte: O Aquário Marinho e as Rochas Vivas (Sérgio Gomes)

 
 
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